16 de jul. de 2010

Estudo torna a Terra 100 milhões de anos mais jovem

Análise foi feita por meio de um programa de computação



NasaFoto por Nasa
A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol e o maior dos quatro rochosos. A esfera gigante é feita por água (70% do total), rochas e solo
Um novo estudo recalculou com a ajuda de programas de computador a idade da Terra e concluiu que o planeta é cerca de 100 milhões de anos mais jovem do que se pensava.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge estimam que a Terra nasceu há 4, 467 bilhões de anos, 100 milhões a menos do que indicavam estudos anteriores.

Um programa comparou níveis de isótopos presentes na crosta terrestre com amostras de meteoritos.

O consenso entre cientistas até então era que a formação da Terra como a conhecemos hoje demorou cerca de 30 milhões de anos. Os estudiosos de Cambridge, porém, dizem que essa etapa demorou bem mais: 100 milhões de anos.

A ideia atual se baseia na teria de que 60% da Terra cresceu de uma maneira muito rápida, seguida de uma expansão lenta que durou entre 10 e 40 milhões de anos.

A formação do planeta envolveu uma série de colisões entre grandes pedaços de detritos conhecidos como embriões planetários, gerando muito calor e derretendo o núcleo. A partir disso, a crosta terrestre se formou.

Os cientistas dizem que ao final do processo aconteceu uma colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte que resultou na formação da Lua.

O estudo completo faz parte da próxima edição da revista

Nasa descobre planeta com "cauda" fora do Sistema Solar

Calor da estrela-mãe do HD 209458b faz com que gases escapem pelo espaço

Nasa, ESA e G. BaconFoto Nasa, ESA e G. Bacon
Ilustração mostra o HD 209458b; "cauda" do planeta é formada por gases liberados por sua atmosfera muito aquecida


Astrônomos da Nasa confirmaram, com a ajuda do telescópio espacial Hubble, a existência de uma espécie de "cauda", típica de um cometa, em um exoplaneta (fora de nosso Sistema Solar) extremamente quente que poderia ser chamado de "planeta-cometa".

Chamado de HD 209458b, o gigantesco planeta gasoso orbita tão perto de sua estrela que o calor está aquecendo sua atmosfera e fazendo com que ela escape pelo espaço. São esses gases que estão formando a cauda, revelou a Nasa nesta sexta-feira (16).

O planeta fica a 153 anos-luz da Terra, pesa um pouco menos do que Júpiter, mas orbita sua estrela a uma distância cem vezes menor do que o maior planeta de nosso Sistema Solar.

O HD 209458b, que está sendo cozido, gira em torno de sua estrela em apenas três dias e meio, muito mais veloz do que Mercúrio, o planeta mais rápido de nosso sistema, que leva 88 dias para dar a volta em torno do Sol.

O astrônomo Jeffrey Linksy, da Universidade de Colorado, chefe da pesquisa, disse que “desde 2003 os cientistas vêm teorizando que a massa perdida está sendo empurrada para trás e já até calcularam como ela se parece”.

O COS detectou elementos pesados, como carbono e silício, na atmosfera de mais de 1.000 graus Celsius, fazendo com que sua estrela-mãe aqueça toda a atmosfera, permitindo que até eles escapem do planeta.

Embora o HD 209458b esteja sendo torrado por sua estrela, ele não deverá ser destruído tão rápido. Segundo os pesquisadores, deverá levar cerca de um trilhão de anos para evaporar.


Fonte:http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/nasa-descobre-exoplaneta-com-cauda-20100716.html

Telescópio da Nasa detecta 25 mil asteroides em seis meses


Equipamento WISE faz descobertas por meio de radiação infravermelha.
Projeto custou US$ 320 milhões e deve realizar 'censo cósmico'.


Supernova Tycho (no canto superior esquerdo), nomeada em lembrança ao astrônomo dinamarquês, detectada pelo telescópio WISESupernova Tycho (no canto superior esquerdo), nomeada em lembrança ao astrônomo dinamarquês, detectada pelo telescópio WISE (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA)
O primeiro mapeamento do espaço feito pelo telescópio Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da Nasa, será completado no próximo sábado (17), com a descoberta de 25 mil novos asteroides em seis meses de atividades.
Apenas 95 do montante são corpos considerados próximos da Terra, inscritos em um raio de 43 milhões de quilômetros. Esse valor representa aproximadamente um terço da unidade astronômica, medida da distância entre o Sol e o planeta.
Voltado para a detecção de radiação infravermelha, o equipamento consegue captar sinais de calor e ondas encobertas ou mais difíceis de serem notadas por telescópios convencionais.
Lançada em dezembro do ano passado, o projeto custou US$ 320 milhões e tem como objetivo, até o final de 2010, realizar um censo cósmico de objetos recém-encontrados. Pesquisadores querem saber mais sobre como planetas, estrelas e galáxias foram formadas com base nos resultados apresentados pelo WISE.
O telescópio da agência espacial norte-americana também desvendou 15 novos cometas. Centenas de potenciais estrelas-anãs de cor marrom - tidas como corpos gasosos muito menores que o Sol, porém maiores que planetas - foram vislumbradas, com 20 confirmações.
Uma galáxia superluminosa, localizada a 10 bilhões de anos-luz e provável consequência da fusão de galáxias que colidiram, também foi objeto das investigações do WISE.
"Nós estamos preenchendo os espaços em branco, desde quanto a informações sobre objetos próximos à Terra como sobre galáxias em formação", diz Peter Eisenhardt, coordenador da missão WISE e cientistas do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa.
Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/telescopio-da-nasa-detecta-25-mil-asteroides-em-seis-meses.html